segunda-feira, 21 de setembro de 2009

sobre fluir:

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e foi lhe furando o ventre, de uma vez só. lançou o jato na cara, logo de cara, que nem deu pra engolir. autamática e naturalmente, todas as coisas pararam diante de alexa quando aqueles olhos castanhos muito escuros fixaram-se nos seus. não pareceu ser nada, e ela nunca deu importância. de todo modo, foi só pegar no sono para a garganta entalar e o sangue ficar vazando pelos poros. talvez, quem sabe, as duas borboletas coloridas que vez ou outra lhe embrulham o estômago, estivessem tão dentro do corpo da alexa, que começaram a fazer o caminho oposto, já sem cor. mas ela queria engolir as borboletas, junto com o jato, e todo o resto, ao invés de sentí-las furando seus olhos. são quatro horas de incômodo e nenhuma solução. se elas viessem às órbitas, não perderia tempo em dar um peteleco nas duas borboletas. ou, quiçá, apanhasse-as com as pontas dos dedos, cheirasse, lambesse, as libertasse, e devolvesse os seus olhos ao lugar.
ela quer troca, mas não de olhares, fluidos.
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3 comentários:

andré disse...

essa sim é uma análise psiquiátrica.
que saudades do caramba!

andré se corrigindo disse...

essa sim seria*
não tenho capacidade para isso

PADILHA disse...

tristemente lindoooo...

do caraaaaleoooo

só podia ser voce mesmo!!!!