domingo, 15 de agosto de 2010

dengo e cafuné

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alguns dizem: nada de paixão, a gente só precisa de coisas legais, como andar de bicicleta, patins e pular corda. gosto dela, ela me gosta. a gente não pretende casar, porém se faz companhia. e dengo e cafuné.
aí vem aquele dizendo que na verdade a gente precisa mesmo é não esquecer de viver isso de conto de fadas. veio um outro querendo tudo intenso, excesso e descartável, tipo fogo vela tal.
o fato é que não tem como ser simplesassim quando se é menina, teve um caderno rosa e cresceu vendo meia dúzia de filmes da disney e uma carrada de comédias românticas. não. mulheres e crianças não querem ver afundar o barco, sobre hipótese alguma, nem quando é feito de papel.
e se a parte mais bonita ainda não veio, a gente acha que vai achar giz de cera lápis de cor e colorir tudo conforme o nosso gosto, nossa vontade. porque, na verdade, a disposição dos quadros e dos móveis é coisa feminina. menos tê-vê. a tê-vê depende exclusivamente do lugar do cabo.
a madrasta diz que tudo tem muito de jogo, e toda presa precisa saber se posicionar.
mas eu mesma não quero nada, nada de estratégia.
só dengo.
e cafuné.
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