ai, coração, hoje não. sei que cada lugar tem um nome, cada esquina um sorriso, cada acorde uma lembrança.
mas não tem acordo, coração, hoje não.
sem paradeiros, sem para-raios, sem compromissos. sem música, sem dança, e sem ele também.
eu ja entendi, coração. a cada curva um suspiro, cada moço novo um novo risco, no sorriso dele estribilho, e eu aqui, despedaçada.
não tem de quê, coração. um outro rapaz que nunca vem, aparece. tem aquele lá que enrola, e aquele outro que nunca quer mas quer.
eu que não quero, coração. mero vocativo, coração. me deixe. e vê se não fica nessa de ajuda-corre-aperta-abraça-sorri-pega-na-mão.
nem sei, coração. começo a achar que nem tenho mais coração.
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