terça-feira, 16 de setembro de 2014

ai, coração, hoje não. sei que cada lugar tem um nome, cada esquina um sorriso, cada acorde uma lembrança.
mas não tem acordo, coração, hoje não.
sem paradeiros, sem para-raios, sem compromissos. sem música, sem dança, e sem ele também.
eu ja entendi, coração. a cada curva um suspiro, cada moço novo um novo risco, no sorriso dele estribilho, e eu aqui, despedaçada.
não tem de quê, coração. um outro rapaz que nunca vem, aparece. tem aquele lá que enrola, e aquele outro que nunca quer mas quer.
eu que não quero, coração. mero vocativo, coração. me deixe. e vê se não fica nessa de ajuda-corre-aperta-abraça-sorri-pega-na-mão.
nem sei, coração. começo a achar que nem tenho mais coração.

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