quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

se a finitude é uma coisa pesada ou leve, eu não sei. mas a possibilidade da existência dela, a dúvida, essa é pesada, até diria insustentável. eu, no fundo, sempre quis o infinito. mas o infinito é um instante, um átomo, um brilho esparso do olhar.

ainda não sei o que eu quero de natal ou quais minhas promessas de ano novo, ainda não pensei. mas o Peru está logo ali. eu tenho tantos bons amigos.

continuo não gostando muito de esperar, e ainda baseio a pontualidade como virtude crassa. acaba o mês, o ano, quem sabe até o mundo. não que eu seja exatamente a mesma coisa, e talvez por isso mesmo esteja absolutamente vulnerável.

sinto falta do falso conforto de achar que sei quem sou.

que tudo brilhe, flutue ou escorra, mas por favor, um 2015 sem grandes entalações.

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