sábado, 8 de maio de 2021

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estou bem doce.
é verdade que sou doce, e mais doce do que já sou, fica enjoativo, nem eu mesma aguento. coisas fofas demais afogam e gastam. o que aconteceu foi que tive ternura e stress o dia todo. matei meias saudades de quem muita falta me faz todo dia. aí, dá aquela vontade de abraço para ver se essa saudade dos assuntos sempre interessantes passa. e não passa. se os assuntos não forem diários e correntes, e se minha vida não estiver atualizada na cabeça deles tanto quanto as deles estão na minha, a saudade fica fixa no peito. pesada. estou bem doce, porque amizade, assim, tatuada, precisa ser vivida em doses constantes. estou bem doce, porque falta um pedaço de mim, e sobra outro, enorme. e porque sempre estou lá, mesmo quando digo que não ou quando fujo. estou bem doce, porque sou irresponsável e feita de sombra e luz como uma estrela. ou um cometa. tenho que correr e qualquer força gravitacional que seja me puxa e me gasta. gosto disso, isso de coisa gasta. só mais uma coisa, descobri que não sou tão romântica quanto pensava. esses símbolos, esse exagero e toda essa e aquela coisa de idealização estão bastante longe dos meus pés fixos no chão. mas eu vôo. vôo, e vou aonde precisar. descobri que nunca sei quando é onde ou aonde. e este cansaço me faz sem pedaços e partida, mas não parto. fico. e inteira.
sou orgulhosa e teimosa por demais para não ficar.
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