terça-feira, 13 de dezembro de 2022

do primeiro amor

Diz que, de vez em vez, surgem almas brilhantes no mundo. Daquelas que não sufocam o brilho das outras, mas ajudam-nas a brilhar mais. Por isso, as vezes, é difícil reconhecer uma alma brilhosa. Mas com um olhar atento, percebe-se. Aquele sorriso, aquele "de nada", aquele obrigado sem mais nem menos. Aquele brilho nos olhos. Nunca vi olhos tão brilhantes em minha vida. Brilho que nem o escuro esconde, nem a tristeza diminui, um brilho único. Dizem que os olhos são a janela da alma, então Julliana, acuso-te de ter ser uma alma brilhosa. Das maiores. São três anos desde o dia na concha ao som de Chico César. São três anos desde que minha vida ficou mais clara. Clareza no sentido de destinos, de objetivos. Clareza no sentido de cor, de vida. Se tenho arrependimentos na vida, tenho. Como já te disse, se temos defeitos, é porque somos humanos, se os superamos é porque somos divinos. Brilhe mais e mais. Três anos que aprendo a ser mais gente, a ser mais certo. Três anos que pouca coisa não me inspiro em você. Três anos que pouca coisa não me lembro de você. Como também já te disse antes, você é o livro mais bonito que já li, pena que agora eu não tenho essa certeza, pois nunca li os volumes que saíram agora. Não saia do meu criado-mudo, pois na minha estante não te deixo nunca mais. Te amo, assim do nada mesmo. Te amo.

lembrança de 13.12.2012 do livroderosto.

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