ontem, mais uma vez vieram a mim.
alexa me olhava altiva.
a outra ainda sustentava a mania boba de estreitar os olhos, instigando. um olhar vago pensativo. curvando os olhos para cima quando sorria. alexandra por um bom tempo, foi a minha vida. pensar que eu fiz tudo por causa dela. momentaneamente sinto raiva. dela. somente dela. podia estar em outro lugar qualquer agora. podia ser diferente. podia ser doce. no entanto, fiz por ela. ontem ela não fez. nunca faz. é tão indiferente. a personificação de um monstro vestido de anjo. um demônio. insano. deixe de ser tão boazinha alexandra. deixe de ser tão boba...
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ontem, saí com alexa, batendo os pés e voltando pra casa de cabeça erguida. no escuro, isolada. sem medo de nada. achando que se tivesse uma arma na mão naquele momento iria dar uns tiros para o alto só pra perturbar os outros.
dormi.
acordei com alexandra do lado. andando pra cá e pra lá com um livro bobo, lendo um conto ridículo e chorando feito uma criança. irritada por não poder controlar a própria vida. tão boba, insignificante.
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agora, alexa está sentada aqui ao lado, com um sorriso tolo na boca. de fato satisfeita comigo. como sempre me dizendo que eu posso tudo. que o decote da minha blusa pode ser tentador, mas no entanto a cabeça pode muito mais. dizendo que gosta da maneira como eu falo sobre ela fazendo-a parecer perfeitamente-errada. ou porque não erroneamente-perfeita?!
parei várias vezes para olhá-la. incrível! é jovem. por que não dizer... atraente?! tem os olhos castanhos. estão curvados para cima agora porque está sorrindo. boba. fez uma careta. os cabelos estão presos em um rabo de cavalo severo demais. no entanto quando olho pra ela penso que ela pode tudo. mesmo que os cabelos tenham essa cor meio indefinida e fique me olhando com os olhos serrados como se pudesse arrancar meu ultimo suspiro.
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ah, esqueci... ela pode.
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