quarta-feira, 12 de novembro de 2008

joão, maria, josé e sofia

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e joão não respirava
também, nem poderia,
todo o ar que aspirava
teimava em ser maria
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maria nem falava
seu nome, nem diria
ninguém que acreditava
que aos dois algo uniria
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mas joão suspirava
e aos poucos fenecia
a cada vez que olhava
as faces de maria
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e sempre a alguém dizia
que ainda se matava
que enquanto se atirava
gritava por maria
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ninguém acreditava
no tolo, todavia
quem ama sempre lava
as meias na agonia
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até que um belo dia
do prédio augusto gava
como alma que voava
leve, um corpo caía
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enquanto observava
o sangue que escorria
ninguém acreditava
que o corpo era maria
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e um que trabalhava
na rua 15, de vigia
disse que lá estava
quando ela se esvaia
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em juras de podiao
céu se abrir em lava
que por ti me atirava
de peito à ventania
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e enquanto se jogava
por Deus jura o vigia
maria ainda gritava
josé, por que sofia?
-
e joão, tanto chorava
que achou que secaria
decerto não sabia
que, nem ano contava
convencido, diria
eloquente que amava
pra sempre outra maria.

andré luís alves lima
um poema.
nada mais conveniente.

2 comentários:

Anônimo disse...

prefiro teus textos.

Anônimo disse...

daí acho q eu queria ser sofia!!
CANSEI DE SER MARIA!!!!!!!!!! =/
hehehehhehehe

XERIM
=******