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o ar tão quente, ar quente onde os pássaros se afogavam
e o vento que não soprava, pulsava como uma febre
e as mangas se derretiam em sucos quentes, e sem água
e as pernas da menina, cera sob anáguas
e o sol carrasco, inclemente, caiu sob o próprio peso
e o ar já todo vapores tremia esgotado e teso
cruel e doce de escuro lançando penumbras brancas
meu peito uma hemorragia contida, mas que não se estanca
a vi então qual susto de súbito, branca e nua
e perguntei: quem és tu, meu Deus? e disse-me, então, a lua.
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2 comentários:
cara, vc escreve muito bem!!! pq vc nao vira escritora de livros de poemas????
silêncio, esmeralda, faz silêncio
ouve os murmúrios de folhas das lavras
escuro pendido entre denso
e vácuo
entre duas e tuas palavras
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