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segurou-a firme, e a encostou na coluna do meio. coluna de madeira. uma madeira boa. de lei. daquelas que seu professor de materiais analisaria com um sorriso maior que ele mesmo, ela supunha. sem saber que aquela coluna que sustentava um teto de telhas sem nenhum tipo de forro ocuparia um lugar cativo nas suas recordações. sem forro. era quente. ardia o corpo todo. sentiu o coração acelerar. acelerar. acelerar. sentia o coração dele também. encostado. colado. suado. sussurrava palavras em seu ouvido. parecia insano. institivo. "confia em mim?". confiava, mas não era nada romântico. a não ser quando queria realmente agradar. ela o ninava e o vivia, e o via, e o cuidava. e o queria. queria muito. mas não o sexo dele. queria um pouco mais de sentimento. queria vontade. um fim de semana passeando de mãos dadas, beijos na chuva. falar sobre bordados e culinária com a sogra e lucros e músicas e carteiras de motorista com o sogro. ele queria isso tudo diferente. ela não quis. não ali. não àquela hora. e foi aí que ele se deu conta que nunca mais encontraria uma garota como aquela...
mas isso não o impedia de insistir.
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Um comentário:
LINDO, escrito por uma autora mais LINDA ainda!!!
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