terça-feira, 12 de janeiro de 2010

sem pausas

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minhas mãos andam suando com uma frequência assustadora. olha, só preciso que você mantenha seus olhos abertos, olhando pra frente, não pra baixo. passarei o dia todo fazendo perguntas tolas, pra que pausas não existam. e, quando se fizer silêncio, repitirei as perguntas, soletrarei palavras difíceis, falarei do tempo se preciso for. contanto que você continue falando, mesmo que coisas sem nexo. eu preciso ouvir sua voz pra ver que as coisas estão bem, e me sentir segura. senão tiver o que falar, cante, se faltar ritmo, declame, chico, caio, clarice. só não deixe espaços, por favor. espaços são cruéis e separam. eu já me separei em tantas pra ser apenas uma, pra ser somente eu. sabe, não quero mais ficar despedaçada pelos cantos, esperando amanhecer, o sonho acabar, e ter que sorrir ao levantar pra catar meus pedaços.
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4 comentários:

andré disse...

é, também prefiro as sequências, mesmo que sem-nexo.
espaços são chatos, principalmente os geográficos!

você me some as vezes.
tenho umas músicas pra te mandar, não estou conseguindo colocá-los no rapidshare.

Lívia disse...

espaços são péssimos. e silêncios. e eu fico boba como temos umas angústias parecidas. ^^
saudade de você juliveva linda :*

Lívia disse...

espaços são péssimos. e silêncios. e eu fico boba como temos umas angústias parecidas. ^^
saudade de você juliveva linda :*

Gabriela Guimarães Cavalcanti disse...

Oh, nada pior que despedaçar pelos cantos.