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olhos, olhos, olhos, olhares
e como arde só de pensar em tornar isso público, e arde, e arde. e como é lindo, e é feio, e é doce, e é amargo, e como é clichê, por entre todos os céus, clichê! e é podre, diga-me isso, sempre, e sempre, e de uma vez só, por todas, e quantas vezes forem necessárias: quem é que não é podre, amigo, quem?
nem o desdém, nem a perplexidade, medinho, cara de nojo, ânsia, nada. e como arde admitir que em algum momento, para uns e outros, raros, talvez, ou por descuido, lhe consome assumir que alguém saberá, algum dia, de tudo, alguém, saberá tudinho. além de nós, deles, dos outros. sempre sabem. não tem jeito, perdendo olhares pelas janelas, ônibus que partem repletos de gente, pessoas do outro lado da rua, olhando. sempre sabemos, sempre, sempre, sempre. só admita, não há nada demais, nada, só receio, impressão assustada. que é proibido amar a todos como Ele amou, ou como a nós mesmos. e além da vastíssima gama de poréns, fica o olhar malicioso, o olhar tímido, embora timidez não exista, e talvez nem mesmo a malicia. são apenas termos, amigo, termos. do que adianta? e para que tantos? se no fim, talvez, eu repito, talvez, além das incertas palavras, palavras bonitas, nada disso exista e, mais uma vez talvez, tantas vírgulas nunca se fizeram tão desnecessárias.
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olhos, olhos, olhos, olhares
e como arde só de pensar em tornar isso público, e arde, e arde. e como é lindo, e é feio, e é doce, e é amargo, e como é clichê, por entre todos os céus, clichê! e é podre, diga-me isso, sempre, e sempre, e de uma vez só, por todas, e quantas vezes forem necessárias: quem é que não é podre, amigo, quem?
nem o desdém, nem a perplexidade, medinho, cara de nojo, ânsia, nada. e como arde admitir que em algum momento, para uns e outros, raros, talvez, ou por descuido, lhe consome assumir que alguém saberá, algum dia, de tudo, alguém, saberá tudinho. além de nós, deles, dos outros. sempre sabem. não tem jeito, perdendo olhares pelas janelas, ônibus que partem repletos de gente, pessoas do outro lado da rua, olhando. sempre sabemos, sempre, sempre, sempre. só admita, não há nada demais, nada, só receio, impressão assustada. que é proibido amar a todos como Ele amou, ou como a nós mesmos. e além da vastíssima gama de poréns, fica o olhar malicioso, o olhar tímido, embora timidez não exista, e talvez nem mesmo a malicia. são apenas termos, amigo, termos. do que adianta? e para que tantos? se no fim, talvez, eu repito, talvez, além das incertas palavras, palavras bonitas, nada disso exista e, mais uma vez talvez, tantas vírgulas nunca se fizeram tão desnecessárias.
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