seu rosto oval e sem barba, um menino
foi naquele dia que reparei seu nariz
e no quanto podíamos dar certo juntos.
achei que não devia falar
mas me derreto por tão pouco,
alguns goles de álcool, e conversas sobre quereres,
me entrego.
aí, você me derruba
eu caio.
se não fosse a outra, no caso ela
eu, a outra.
aí, o álcool a dúvida a vida te derruba
você cai.
caimos ambos, numa mesma noite.
-
você, o outro.
precisava de colo de sentir e de vida,
mas ainda assim me sorria bonito.
e eu inventando de novo meu sorriso
tentando rir bonito
e te achar em algum espelho.
ai você me irrita complica e assalta
e eu nem decifro nem devoro,
nós temos os mesmos defeitos.
ele disse algum dia que você talvez me goste.
eu com medo de saber alguma coisa,
invento ciúmes,
mas mantenho a doçura.
fico maluca
descompasso
perco a cabeça.
e desde então acho que é obrigação você ficar perto.
-
a verdade é
tenho que lembrar que não foi eu quem te inventou,
embora te olhando bem de perto
pareça mesmo coisa feita no meu molde.
-
4 comentários:
teu molde?
onde você arruma essas coisas?
guria estranha.
Texto sensacional. Mas espero MESMO que tenha sido uma excelente licença poética e que não estejas tão co-dependente dum "alguém" na vida real.
Me identifiquei profundamente.
É a perfeita tradução do que vivi e estou vivendo.
Me identifiquei profundamente.
É a perfeita tradução do que vivi e estou vivendo.
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