sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

rubr'ausência.

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sabe, olhando assim, parece de uma cariedade suprema da parte divina não ter um IDIOTA escrito com letras garrafais na sua testa. chega a ser injusto enganar a tantos com essa inteligência-de-altas-notas, ótimo-gosto-musical e atitudes-tão-serenas. e só quando à boca encronta-se o "gosto podre de fracasso" ela para pra pensar sobre isso. idiota.
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não era o que ela esperava. não era mesmo. não que quisesse que você a chamasse de meu-amor, claro que não. óbvio. isso seria tão imundo quanto rolar num chão de lixo. não que quisesse que você a reapresentasse aos seus pais, claro que não. mas faltou alguma coisa. e o não-saber-o-que-é é o que massacra. não que quisesse que a convidasse pra jantar. afinal, até ela já cansou de tanta auto-piedade, e das suas desculpas-quaisquer depois de uma atitude estúpida. e deve ter cansado também daquela sua luta contra os-vestidos-sacos-e-as-havaianas dela. vermelho, vermelho, vermelho. você precisa de mais vermelho. gosta do seu beijo do seu sorriso do seu abraço. o problema é que ela enxerga através do abraço.
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você cresceu. óbvio. mas cresceu em mais de uma dimensão, o que não chega a ser tão óbvio assim, tratando-se de mais de três. ela queria contar-lhe o quanto é legal estar observando a vida de longe. sua. da cidade. dos seus amigos. do amor dela. é engraçado como é tudo diferente e como você parece ainda menos interessante.
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vermelho...
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tem uma foto sua na vida dela. não a decepcione tanto. não que quisesse que você a chamasse para beber vinho branco. fotografias não duram mais de cem anos. pretende apagá-la muito antes disso...
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