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às dez e quarenta e cinco saturno e regulus já viam, calados, a sombra que começava a engolir a lua. à meia noite e cinquenta e dois minutos, vista da varanda de minha casa, a lua era uma bola vermelha, com uma cunha muito fina de luz, que escapava à sombra - como quem se afoga sozinho, lenta e inevitavelmente... regulus olhava para cima, saturno olhava para o lado, e ambos acompanhavam o arco de luz escorrendo, escorrendo... enquanto marte desmaiava no horizonte, rubro de guerra, e a lua, chorando sangue, se desesperava...
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vinte e um de fevereiro de dois mil e oito,
uma e meia da madrugada.
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Um comentário:
impossível não visualizar a cena.
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