-
hoje, como todos os dias em que esse tanto de coisa me vem na cabeça, você vem me falar, e principalmente me ouvir. e aí eu lembrei que sempre te vi como se fosse aquele violão diferente, estranho, que a gente demora a se acostumar, mas que depois ama. e sabe, tem aqueles dias que só consigo querer chegar em casa e colocar para tocar. hoje foi um desses. aí, aconteceu que eu quis, com toda a verdade que existe, me entregar às palavras e esperava delas o mínimo de gratidão com que sempre as tratei. mas simplesmente não fluiu. ingratas. meus sonhos nem existem concretamente, você sabe. e eu não sei. continuo a me sentir bem ridícula só em ser eu, então começo a cogitar ser diferente, mas isso me acusa em vários e muitos sentidos e canais. a gente já conversou, sabe que eu não tenho a menor intenção de ser assim, não é? aos poucos, sempre vou me acostumando com as idéias de aceitação, e não gosto nada-nada disso. de uns tempos pra cá, à noite, quando vou dormir, minha cabeça e eu entramos sempre em conversações longas e incessantes - às vezes, chego a desejar ardente e seriamente que ela imploda, ou exploda. a verdade é que cansei de estar cansada, e cansei de diversas outras coisas também. você tem de convir que dá bastante trabalho tudo isso. hoje é trinta de abril, e as coisas não podem continuar como estão. queria viajar, ir te visitar. e queria dizer que de agora em diante, vou fazer só uma coisa ser diferente. tenho absoluta certeza que não irei conseguir, porque coração que é coração sempre aperta, mas logo logo terei novidades, amigo. quando tudo encharcar e secar, serei inteira, e você, entender-me, irá.
-hoje, como todos os dias em que esse tanto de coisa me vem na cabeça, você vem me falar, e principalmente me ouvir. e aí eu lembrei que sempre te vi como se fosse aquele violão diferente, estranho, que a gente demora a se acostumar, mas que depois ama. e sabe, tem aqueles dias que só consigo querer chegar em casa e colocar para tocar. hoje foi um desses. aí, aconteceu que eu quis, com toda a verdade que existe, me entregar às palavras e esperava delas o mínimo de gratidão com que sempre as tratei. mas simplesmente não fluiu. ingratas. meus sonhos nem existem concretamente, você sabe. e eu não sei. continuo a me sentir bem ridícula só em ser eu, então começo a cogitar ser diferente, mas isso me acusa em vários e muitos sentidos e canais. a gente já conversou, sabe que eu não tenho a menor intenção de ser assim, não é? aos poucos, sempre vou me acostumando com as idéias de aceitação, e não gosto nada-nada disso. de uns tempos pra cá, à noite, quando vou dormir, minha cabeça e eu entramos sempre em conversações longas e incessantes - às vezes, chego a desejar ardente e seriamente que ela imploda, ou exploda. a verdade é que cansei de estar cansada, e cansei de diversas outras coisas também. você tem de convir que dá bastante trabalho tudo isso. hoje é trinta de abril, e as coisas não podem continuar como estão. queria viajar, ir te visitar. e queria dizer que de agora em diante, vou fazer só uma coisa ser diferente. tenho absoluta certeza que não irei conseguir, porque coração que é coração sempre aperta, mas logo logo terei novidades, amigo. quando tudo encharcar e secar, serei inteira, e você, entender-me, irá.
ao meu ouvinte
Um comentário:
te quero inteira logo, querida (huuuum!)
você aos pedaços é de despedaçar o coração.
Postar um comentário