o cansaço sempre chega muito rápido, e se acomoda facilmente em todos os cômodos. entra, puxa a cadeira, reclama da porra da temperatura do café, caminha todo o espaço com sapatos sujos, e, enquanto você corre para pegar um pano e vai limpando o chão, ele já sentou com os pés encima do sofá, encardindo-o com toda sujeira de todos os lugares onde percorreu porta à fora, e que agora trás para dentro da sua casa, para dentro de você, penetra a pele, invade os poros.
ele acende um cigarro, e a fumaça invade seus pulmões, afeta seu sistema respiratório, cria enfisemas, e no curto intervalo de tempo em que o cansaço se instala no seu quarto e se apropria de sua cama, esses enfisemas já estão mais para edemas.
seus lençóis estão impregnados, e ao se cobrir a noite, vem aquela sensação de ser encurralada.
e todas as manhãs você acorda com o rosto coberto pela poeira da parede que sem resultados tenta quebrar diariamente, para construir novas janelas, para abrir, para pedir socorro.
aí você percebe que é loucura, que o vento não balança as cortinas, e mais parece tinta por cima de blocos argamassa e gesso, e talvez até seja... a janela não passa de pintura, uma releitura das poucas lembranças que sobraram do que existe ou já existiu lá fora.
então, você desiste, caminha até o sofá, e acompanha o cansaço numa xícara de café.
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ele acende um cigarro, e a fumaça invade seus pulmões, afeta seu sistema respiratório, cria enfisemas, e no curto intervalo de tempo em que o cansaço se instala no seu quarto e se apropria de sua cama, esses enfisemas já estão mais para edemas.
seus lençóis estão impregnados, e ao se cobrir a noite, vem aquela sensação de ser encurralada.
e todas as manhãs você acorda com o rosto coberto pela poeira da parede que sem resultados tenta quebrar diariamente, para construir novas janelas, para abrir, para pedir socorro.
aí você percebe que é loucura, que o vento não balança as cortinas, e mais parece tinta por cima de blocos argamassa e gesso, e talvez até seja... a janela não passa de pintura, uma releitura das poucas lembranças que sobraram do que existe ou já existiu lá fora.
então, você desiste, caminha até o sofá, e acompanha o cansaço numa xícara de café.
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Um comentário:
dor'minha pequena, não vale a pena despertar.
eu vou sair por aí a-fo-ra atrás da au-ro-ra mais se-re-na,
dor'minha pequena, não vale a pena despertar.
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