ó o mêi
ó o sangue
ó o mêi
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desimbestado no tempo
a ladeira do tropeço
começo do grande erro
desejo besta que vem
bulindo e queimando tudo
margano o sorriso mudo
do gosto que tu não tem
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bateno porta e cancela
caçano o formato dela
pr'eu poder morrer de olhar
ví a palidez da lua
nudez da chapada torta
sequidão de cores mortas
e curió desafinar
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é o mêi do calor queimando
é mêi que eu teja fervendo
mêi parado mêi correno
e mêi querendo voar
meia boca não me aqueta
meio dia é hora certa
mêi trovejo é teu passar
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ó o mêi que eu tô com a mulesta
assunta! isso mêi que mata
se essa besta fera presta
não sei nem quero cobrar
o dia corre fugido
promessa, vela e pedido
nem reza é mêi de curar
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ó o mêi que eu perdi o freio
da meia noite que resta
que o tempo meio depressa
derrama pro meio do mar
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senhora por caridade
mesmo meia eternidade
te digo meia metade
que eu mêi que morri de amar.
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agora imagina aí uma melodia mangue, e um cara de voz magrela.
pronto.
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pronto.
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Um comentário:
regionalmente lindo!
já falei que possuo uma vontade exagerada de ser "daí"?
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